Restauração digital de fotografias com Inteligência Artificial
o papel das cópias autoritárias na validação do documento produzido
DOI:
https://doi.org/10.22477/viii.widat.249Palavras-chave:
Preservação digital, Fotografia, inteligência artificial generativaResumo
A aplicação da Inteligência Artificial (IA) tem influenciado práticas e fundamentos em áreas como a Ciência da Informação, Arquivologia e Biblioteconomia. No campo da restauração de fotografias, anteriormente realizada de forma manual, recursos computacionais e softwares gráficos contribuíram para a reformulação dos processos. Recentemente, a utilização de Redes Generativas Adversárias (GAN) tem permitido a reconstrução digital de imagens danificadas, inclusive com base em descrições textuais. Este estudo teve como objetivo analisar os desafios e implicações do uso de IA na restauração digital de fotografias, com ênfase na aplicação do conceito de cópia autoritária por instituições arquivísticas. A metodologia consistiu em levantamento bibliográfico, com análise de publicações acadêmicas, artigos e documentos institucionais sobre preservação digital, autenticidade documental e tecnologias de IA. Os resultados apontam que, embora os sistemas de IA contribuam para a recuperação de informações visuais, persistem questões relacionadas à rastreabilidade das alterações e à preservação da integridade documental. O estudo também identificou que a adoção do conceito de cópia autoritária por parte de algumas instituições pode ser um meio de validar documentos restaurados digitalmente, desde que acompanhada de diretrizes de controle e registro dos processos aplicados. Conclui-se que a integração da IA à restauração digital demanda parâmetros técnicos e normativos que garantam a transparência dos procedimentos, a manutenção da identidade arquivística e a continuidade do acesso aos documentos. A preservação digital, nesse contexto, apresenta-se como instrumento essencial para a gestão de documentos restaurados com o uso de tecnologias baseadas em IA.
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